segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Do nome

A menina bolha faz de tudo para não sair da bolha mais uma vez!

Essa deveria ser a manchete dos jornais dessa semana. Mais uma vez o medo vence a vontade de ir atrás de um grande amor. Vocês me perguntam: medo do que? E eu respondo: medo de sofrer, medo de ficar como há quatro anos, chorando antes de dormir e fingindo que tudo estava bem.
Não sou uma pessoa melancólica, não cogitem essa possibilidade. Apenas sou uma pessoa que se apaixona e se entrega a romances que não dão certo. Nunca deixei de sorrir e não permiti que as pessoas soubessem o que eu sentia; afinal eu tinha 15 anos e tudo o que eu não queria ouvir era: “É só uma paixão de adolescente. Logo passa” As pessoas não sabiam o que realmente se passava dentro de mim e não podiam julgar o quão valido era ou não o meu sentimento. Não era justo.
O amor e a paixão, para mim, são coisas diferentes. Paixão é aquele sentimento que nos deixa ansiosos, que faz nossas pernas tremer e nosso coração dar cambalhotas dentro do peito. Paixão é aquela sensação de frio na barriga e aquele sorriso que damos quando nos lembramos de qualquer cena com a pessoa que nos faz perder horas de sono ou então nos faz ir dormir felizes. O amor, por outro lado não remete só aos sexos que se atraem. O amor é o sentimento mais belo de todos, e com o qual nós nos tornamos menos egocêntricos. É amando nossos familiares, nossos amigos e a todos que o mundo se torna mais bonito e fácil de se viver. Sem o amor nós estaríamos condenados a solidão e a tristeza.
Outra diferença entre o amor e a paixão é que o amor não é possessivo. Como dizem: “se você ama algo deixe-o livre”. E apesar de ser bem clichê, essa frase tem seu fundamento. Afinal, quando realmente amamos alguém nós desejamos o melhor para ela, e nem sempre somos nós que a fazemos feliz. Suportar essa realidade pensar assim nos torna amantes de verdade.
Até o começo desse ano, antes de começar a estudar História e desconstruir meu modo de ver muitas coisas desse mundo, eu acreditava numa idéia platônica do amor. E, por mais triste que isso foi, eu percebi que o amor como eu o imaginava só existia no Mundo das Idéias. Nós, aqui na Terra, não somos capazes de amar a todos e colocá-los acima de nós. A alma gêmea não existe aqui. Aquele amor de filme, que surge entre duas pessoas e que nunca mais desaparece, não existe também. Amar, no nosso mundo, é aprender a conviver com o outro respeitando suas diferenças e limitações. Para um relacionamento dar certo não é somente necessário o amor que move montanhas, mas sim companheirismo, força de vontade e sabedoria para ceder quando necessário.
A questão é: o que é o amo sem a paixão? Os dois devem andar juntos e quando a paixão efêmera se for, o amor ainda existirá e fará com que as pessoas enfrentem todas as dificuldades que hão de vir. Não é preciso ser gênio nem sentimental para amar. As coisas simplesmente acontecem, mas nós devemos permitir que elas aconteçam. Quando as oportunidades vierem nós não devemos nos enfiar dentro de uma bolha com medo de amar, medo de sofrer. Nós devemos agradecer e torcer para que esse sentimento nunca acabe.
Na teoria as coisas são muito mais simples. Fácil é falar e difícil é fazer. Eu amei. Não fui apenas apaixonada. Amei com todas as minhas forças e por muitos anos uma mesma pessoa. Talvez um dia eu mude de idéia, mas hoje eu tenho essa convicção. E foi por amar e sofrer muito que eu me enfiei numa bolha, a bolha que deu nome a esse blog. Nessa semana eu tive a oportunidade de sair e fazer o meu destino. Não o fiz. Por medo. Por fraqueza. É por isso que escrevi aqui, a todos que possam ler esse post gigante, pedindo para que vocês não cometam o mesmo erro que eu. Não é nada legal viver numa bolha.

sábado, 22 de agosto de 2009

Mais uma história de amor

Um Romance

O menino gostava de bola
A menina gostava de boneca
Os dois juntos: confusos.

A menina gostava de ler
O menino odiava aprender
Os dois juntos: confusos e medrosos.

O menino buscava o amor
A menina temia a dor
Os dois juntos: confusos, medrosos e fracos.

O menino não entendia o que ela queria dizer
A menina também não conseguia o compreender
Os dois juntos, não mais juntos: confusos, medrosos, fracos e sozinhos.

A menina sonhava em voar
O menino, voar, almejava também
Os dois sozinhos, um dia, no céu ficam juntos
Uma vez juntos: não mais confusos, não mais medrosos, não mais fracos e não mais sozinhos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Por um novo começo

Faz tempo que planejo me estabelecer e começar a escrever, ou melhor, recomeçar a escrever. Por anos, e digo, anos mesmo, eu comecei diversos livros, histórias e contos, mas não cheguei a terminá-los. Culpo minha má disposição e principalmente a minha falta de determinação, uma vez que começar é sempre fácil, mas dar continuidade ao que começamos é a tarefa mais árdua. Sempre temos aquele trabalho para fazer, aquela prova para qual estudar, aquela festa para qual ir, ou até mesmo o vestibular (que eu prestei ano passado), e nunca temos aquele tempo que reservamos para nós, para nossas coisas e nosso prazer.
Não creio que escrever em um blog possa me tornar mais assídua ou então fazer com que eu comece a me organizar melhor, mas pelo menos eu estarei fazendo algo que particularmente amo fazer: escrever. Não digo e nunca direi que sou uma boa escritora e por isso não devemos esperar muito do que será escrito aqui. Mas posso afirmar que tentarei dar sempre o máximo de mim e buscar nessas páginas colocar um pouco dos meus sentimentos, conflitos, dúvidas e outras coisas que atormentam meus pensamentos e fazem parte do meu dia a dia.
Talvez, mais tarde eu resolva transformar esse blog em um tipo de diário eletrônico, no qual eu possa realmente contar os meus dias. Mas por enquanto não me comprometo a escrever todos os dias aqui, já que quando as aulas da faculdade começarem eu REALMENTE pretendo estudar e me dedicar ao máximo, diferentemente do que tenho feito nesses últimos anos de ensino médio e nesse primeiro semestre de Unicamp.
Esse problema de assiduidade me acompanha há muito tempo. Está sempre presente nos remédios que eu começo a esquecer de tomar, nas dietas que eu nunca termino, nos esportes que eu simplesmente abandono, entre outras coisas mais. E talvez pelo fato de eu não me orgulhar disso, e também pelo fato de eu estar buscando ser uma pessoa melhor, penso que quando eu escrever aqui vou fortalecer minhas decisões e não deixar de fazer o que realmente importa. Um amigo meu me disse uma vez : “Eu faço coisas que ao gosto de fazer, mas porque sei que isso será bom para mim lá no futuro”. Chegou a hora de eu começar a pensar mais no futuro. E essa é a parte difícil: encarar meus problemas e tomar decisões.
Tenho problemas normais, que qualquer pessoa de 18 anos pode ter: “estou acima do peso”, “comecei minha faculdade agora e tenho dúvidas sobre o meu curso”, “o que será do meu futuro?”, “será que vou encontrar alguém que me ame e que eu ame também?”. Enfim, meus conflitos aparecerão aqui de acordo com a minha facilidade para tratar deles. Não é nada fácil falar sobre nossos tormentos, então começarei sempre pelo mais trabalhado e com o qual eu consiga lidar melhor. Não quero faltar com a verdade nem ser parcial demais. Quero expor o que realmente se passa na minha mente sem me importar tanto com o julgamento que farão de mim. Espero que gostem.
Já apertei o botão Start. Espero não me deparar com Game Over.