A menina bolha faz de tudo para não sair da bolha mais uma vez!
Essa deveria ser a manchete dos jornais dessa semana. Mais uma vez o medo vence a vontade de ir atrás de um grande amor. Vocês me perguntam: medo do que? E eu respondo: medo de sofrer, medo de ficar como há quatro anos, chorando antes de dormir e fingindo que tudo estava bem.
Não sou uma pessoa melancólica, não cogitem essa possibilidade. Apenas sou uma pessoa que se apaixona e se entrega a romances que não dão certo. Nunca deixei de sorrir e não permiti que as pessoas soubessem o que eu sentia; afinal eu tinha 15 anos e tudo o que eu não queria ouvir era: “É só uma paixão de adolescente. Logo passa” As pessoas não sabiam o que realmente se passava dentro de mim e não podiam julgar o quão valido era ou não o meu sentimento. Não era justo.
O amor e a paixão, para mim, são coisas diferentes. Paixão é aquele sentimento que nos deixa ansiosos, que faz nossas pernas tremer e nosso coração dar cambalhotas dentro do peito. Paixão é aquela sensação de frio na barriga e aquele sorriso que damos quando nos lembramos de qualquer cena com a pessoa que nos faz perder horas de sono ou então nos faz ir dormir felizes. O amor, por outro lado não remete só aos sexos que se atraem. O amor é o sentimento mais belo de todos, e com o qual nós nos tornamos menos egocêntricos. É amando nossos familiares, nossos amigos e a todos que o mundo se torna mais bonito e fácil de se viver. Sem o amor nós estaríamos condenados a solidão e a tristeza.
Outra diferença entre o amor e a paixão é que o amor não é possessivo. Como dizem: “se você ama algo deixe-o livre”. E apesar de ser bem clichê, essa frase tem seu fundamento. Afinal, quando realmente amamos alguém nós desejamos o melhor para ela, e nem sempre somos nós que a fazemos feliz. Suportar essa realidade pensar assim nos torna amantes de verdade.
Até o começo desse ano, antes de começar a estudar História e desconstruir meu modo de ver muitas coisas desse mundo, eu acreditava numa idéia platônica do amor. E, por mais triste que isso foi, eu percebi que o amor como eu o imaginava só existia no Mundo das Idéias. Nós, aqui na Terra, não somos capazes de amar a todos e colocá-los acima de nós. A alma gêmea não existe aqui. Aquele amor de filme, que surge entre duas pessoas e que nunca mais desaparece, não existe também. Amar, no nosso mundo, é aprender a conviver com o outro respeitando suas diferenças e limitações. Para um relacionamento dar certo não é somente necessário o amor que move montanhas, mas sim companheirismo, força de vontade e sabedoria para ceder quando necessário.
A questão é: o que é o amo sem a paixão? Os dois devem andar juntos e quando a paixão efêmera se for, o amor ainda existirá e fará com que as pessoas enfrentem todas as dificuldades que hão de vir. Não é preciso ser gênio nem sentimental para amar. As coisas simplesmente acontecem, mas nós devemos permitir que elas aconteçam. Quando as oportunidades vierem nós não devemos nos enfiar dentro de uma bolha com medo de amar, medo de sofrer. Nós devemos agradecer e torcer para que esse sentimento nunca acabe.
Na teoria as coisas são muito mais simples. Fácil é falar e difícil é fazer. Eu amei. Não fui apenas apaixonada. Amei com todas as minhas forças e por muitos anos uma mesma pessoa. Talvez um dia eu mude de idéia, mas hoje eu tenho essa convicção. E foi por amar e sofrer muito que eu me enfiei numa bolha, a bolha que deu nome a esse blog. Nessa semana eu tive a oportunidade de sair e fazer o meu destino. Não o fiz. Por medo. Por fraqueza. É por isso que escrevi aqui, a todos que possam ler esse post gigante, pedindo para que vocês não cometam o mesmo erro que eu. Não é nada legal viver numa bolha.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
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